Artigos

À ESPERA DA MELHOR NOTÍCIA

“Muito me alegrei ao receber a visita de alguns irmãos que falaram a respeito da sua fidelidade, de como você continua andando na verdade. Não tenho alegria maior do que ouvir que meus filhos estão andando na verdade.” (3 João 3,4)


Que notícias você gostaria de receber a respeito dos seus filhos daqui a vinte anos? “Profissional bem sucedido, bom marido e bom pai, cidadão respeitado e solidário.” Estas seriam boas notícias, mas para um pai e uma mãe cristãos, a melhor notícia é a que João recebeu a respeito de Gaio, seu filho na fé: “...falaram a respeito da sua fidelidade, de como você continua andando na verdade.” Para nossa tristeza, esta não tem sido a experiência de muitos pais crentes que conhecemos. Bem cedo ainda, muitos deles descobrem que seus filhos trocaram a verdade pela mentira e estão se devotando a coisas, em lugar de dedicarem suas vidas ao Criador (cf Rm 1.25). Estas não são boas notícias.


As Escrituras nos ensinam que os filhos devem receber dos pais a instrução para temerem ao Senhor e andarem em obediência a Ele (Dt 6). Tal instrução deve ser intencional e sistemática, aproveitando as oportunidades que a vida cotidiana oferece. Contudo, nem sempre atentamos que o mandamento de Deus pressupõe os pais conheceram ao Senhor por experiência e ensinarem os seus filhos pela instrução e pelo testemunho. Pais que desejam ouvir na velhice a melhor notícia a respeito de seus descendentes desenvolvem um relacionamento de confiança e dependência de Deus, pois reconhecem sua incapacidade para forjarem nos filhos um caráter íntegro e reto. Suas prioridades demonstram comprometimento com a tarefa de fazer dos filhos discípulos de Cristo e seu exemplo de serviço a Deus e ao próximo os inspira a dedicarem suas vidas para abençoar outros.


O apóstolo João escreveu a Gaio para elogiá-lo por sua perseverança e hospitalidade, mas também para alertá-lo a respeito de Diótrefes. Este, embora fosse um religioso exemplar, não andava segundo a verdade. Seu coração era orgulhoso, ele amava o prestígio mais do que as pessoas. Suas palavras difamavam os verdadeiros servos de Deus e o egoísmo o impedia de acolher os que se gastavam em favor da expansão do evangelho. Gaio deveria cuidar-se de imitar um exemplo tão negativo. Pais que vivem à espera da melhor notícia repreendem os seus filhos quando eles se deixam enredar pelo mal. Esses pais sabem que o pecado não é inconsequente e se não tratado, suas raízes crescem e seus frutos se multiplicam. Por isso enfrentam a dor da correção, estabelecem limites e lutam para que eles não sejam alargados, suportam as críticas quando apontam a estrada mais segura e menos percorrida. Pais assim encorajam os filhos a pensarem nos outros antes de si mesmos, a se compadecerem quando todos se mostram indiferentes, a servirem sem expectativa de receberem recompensas.


A alegria que João experimentou ao receber as notícias sobre o bom testemunho de Gaio foi só “a cereja do bolo”. Até que pudesse gozá-la, o apóstolo gastou sua vida pela Verdade: ensinou por palavras e pelo exemplo, orou, corrigiu, encorajou, consolou... em casa, andando pelo caminho, ao deitar-se e ao levantar-se. Depois de todo o esforço, aguardou com confiança o que Deus faria com seu filho. Até que a melhor notícia chegou aos seus ouvidos: “Gaio é hospitaleiro e amoroso; recebe missionários em sua casa, cuida deles mesmo sendo desconhecidos. A alma de Gaio vai bem. Ele é fiel e continua andando na verdade.”


Oremos: “Senhor, concede-nos sabedoria a fim de instruirmos nossos filhos na Verdade que é Cristo. E trabalhe em seus corações para que se comprometam em amar a Verdade e servi-la até o fim de suas vidas. Para a Sua glória e nossa completa alegria. Amém.”



Autora: Flórence Franco

Extraído do Boletim da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, do dia 29/01/2017.



Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir os artigos em qualquer formato, desde que informe o(a) autor(a) e a fonte do artigo, bem como as fontes intermediárias, inclusive o Projeto Perguntar Não Ofende. Não é permitido: a alteração do conteúdo original e a utilização para fins comerciais.


Caso você queira fazer alguma reclamação, bem como alguma crítica ou sugestão, envie-nos um e-mail para: pno@pipg.org.