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MODÉSTIA DEIXA NOSSA LUZ BRILHAR

Ayesha Curry, esposa da estrela do NBA Stephen Curry, agitou a Style Weekly (portal de notícias de veiculação digital nos EUA) ao compartilhar suas observações no Twitter: 


“Todo mundo praticamente sem roupa nos últimos dias, hein? Não faz meu estilo. Gosto de manter as coisas boas cobertas para quem realmente importa ;-) ;-) ;-)” (sic)


Esses pensamentos iniciaram um debate no Twitter sobre virtudes – ou a falta delas – ao publicar a imagem de alguém praticamente despido. Um internauta comentou, “qual o problema em não estar totalmente vestido?” Com apenas algumas palavras, Ayesha Curry, uma crente professa em Jesus Cristo, injetou modéstia – e sal e luz – nas correntes sociais.


Vestimentas modestas são testemunho


É incerto se alguém ficou escandalizado com a observação de Ayesha. A imodéstia é algo comum, e nossas sensibilidades culturais, de certa forma, mudaram rapidamente. Houve uma época em que mulheres de biquíni em comerciais de 30 segundos eram um fenômeno. Hoje, não apenas comerciais, mas os feeds do Facebook e Instagram estão repletos de trajes “desnudos”. Raramente algo abala a consciência, exceto talvez uma mulher que se mantém em um padrão piedoso de modéstia.


Esta é a essência de ser sal e luz. Apresentamo-nos como separados – distintos. Somos um testemunho ambulante de um Deus santo que também nos chamou para sermos santos (1 Pedro 1:15-16). Nossas vestimentas não são meros detalhes. São, na maioria das vezes, o que primeiro as pessoas notam, e passam uma mensagem, bem como nosso linguajar e nossa atitude. Nossas roupas dizem às pessoas sobre o que é importante para nós.


Roupas vulgares dizem, “Olhem para mim. Foquem-se no meu corpo.” Mas como cristãos, vivemos para apontar às pessoas algo além. Somos testemunhas a um mundo morto, perdido e necessitado de um Salvador magnífico que o compraz. Queremos que eles conheçam o poder salvífico de Cristo, e sua habilidade para transformar desde o íntimo de nosso ser. O que vestir pode parecer um pequeno detalhe, mas se carregamos o nome de Cristo, o mundo à nossa volta está vendo. Quando adotamos um padrão que não é desse mundo – ou twitamos a seu respeito – ele brilha.


Modéstia e a Luz de Cristo


Por mais que queiramos glorificar ao Senhor em nossas escolhas de vestimentas, isso não é o principal. Em um sentido, roupas deveriam ser indiferentes, aquilo que se escurecem no fundo do palco para que algo maior possa brilhar. Vestir-se de forma decente atrai os olhos – não para o corpo exterior – mas em direção à luz de Cristo.


Como mulheres que amam ao Senhor, nosso objetivo maior é adornar a beleza interior (1 Timóteo 2:9; 1 Pedro 3:3-4). Tanto uma passagem quanto a outra, que discorrem sobre mulheres e seu modo de se vestir, nos apontam para o verdadeiro foco – crescer em santidade. Essa é a “vestimenta” que nosso Deus tem como bela. À medida que crescemos em tais coisas como o amor por Deus, humildade e abnegação, somos mudadas em nossa essência. E essas mudanças não podem deixar de ser manifestadas externamente. À medida que damos frutos, nossa luz brilha intensamente. O mundo é capaz de "ver as vossas boas obras e dar glória ao vosso Pai que está nos céus" (Mateus 5:16).


Curiosamente, nossa escolha de roupas é parte dessa mudança externa. É por isso que não precisamos oprimir crentes mais novos com uma tonelada de regras sobre o modo de se vestir. À medida que crescemos na graça e no conhecimento de Cristo, Seus caminhos se tornam nossos caminhos. Tornamo-nos mais conscientes do que agrada ao Senhor. Tornamo-nos mais sensíveis à inspiração do Espírito. E notamos que nossas escolhas começam a mudar, às vezes exatamente no guarda-roupa, tão logo procuramos vestir-nos externamente de uma maneira que reflete a santa obra sendo construída internamente.


Escolhendo se vestir como uma testemunha viva


Muitas vezes as discussões sobre pudor entre os crentes se transformam em uma lista de coisas a se fazer e coisas a se deixar de fazer, a qual inevitavelmente muda ao longo do tempo e de uma pessoa para outra. Houve um tempo em que os braços nus eram  um escândalo. E quem poderia esquecer as guerras causadas pelas calças de ioga?


Nossa escolha de roupas é pessoal e particular. Como mulheres, sabemos o que nos lisonjeia, que estilos e cores nos caem bem, quais os tecidos que preferimos. Essas considerações e mais - incluindo o que consideramos modesto - influenciam no que compramos ao final. Mas quantas vezes levamos em conta nosso testemunho?


Fomos comprados por um preço; não somos de nós mesmos (1 Coríntios 6: 19-20). Essa é uma verdade que inspira seu caminho em cada faceta de nossas vidas, incluindo nosso vestuário. Comprar uma roupa em particular pode não estar relacionado a ser certo ou errado. Pode nem sequer ser sobre se alguém poderia julgá-la estar nos limites do "modesto". Pode ser simplesmente sobre o proveito que tem como um testemunho de Jesus Cristo. Glorificará ao Senhor? Ou escurecerá a luz interior?


Como em todos os aspectos de nossa vida cristã, o Senhor concede muita graça e sabedoria liberalmente. Podemos e devemos buscá-lo nesse assunto, como em qualquer outro. Ele é capaz de nos dar um coração de modéstia, de nos dar olhos para ver nossas roupas como Ele vê, e de nos guiar em uma maneira de se vestir que glorifica a Ele. Mesmo enquanto passamos por um processo de mudança, aqueles que nos rodeiam notarão.


Ser sal e luz não é ser perfeito. Nossa luz brilha, e nossa influência é sentida, até mesmo enquanto estamos sendo transformados.



Autora: Kim Cash Tate

Texto Original: Modesty Lets Our Light Shine

Tradução: Moacir Campos




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