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UM DIA ELE APARECEU: MINHA HISTÓRIA DE AMOR

Em maio passado, publiquei um artigo chamado “Devo estar feliz com minha solitude?” que começava “Tenho 33 anos e sou solteira. Tenho sonhado em me casar desde sempre.” A essência do texto era que às vezes Deus nos imputa desejos que não serão satisfeitos nessa vida. Viver com esses desejos nos permite incorporar a imagem da igreja, a noiva de Cristo, que espera pelo seu noivo sem saber quando ele irá voltar.


O artigo foi uma culminância de anos lutando com minha solitude. Como eu, cada vez mais, suspeitava que seria para a vida toda, alimentei a esperança de viver a metáfora da igreja esperando pelo seu noivo, reconhecendo que eu poderia ser uma daqueles mencionados em Hebreus 11:13, que “morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as porém, de longe, e saudando-as[...]”.


Eu sabia que Deus poderia prover a mim um esposo, embora não houvesse absolutamente nenhuma expectativa ao horizonte. Escrevi no artigo, “Se Deus um dia me der um esposo, viverei essa imagem de júbilo no tão esperado noivo. Teremos uma festa de casamento, que irá prefigurar a ceia de casamento do Cordeiro (Apocalipse 19). O propósito da minha temporada de solidão se tornará óbvio a todos que compartilharem do meu júbilo; terá sido para tornar a consumação ainda melhor.”


Quando escrevi essas palavras, embora soubesse que poderiam acontecer, não imaginei que iriam. Estou muito feliz por ter estado enganada.


No dia seguinte à publicação do meu artigo, recebi um email de um pastor de Manhattan. Ele não deu em cima de mim, apenas me agradeceu pelo artigo. Uma rápida pesquisa no Google me revelou que ele era solteiro, nascido em Londres, um cristão judeu, e, não incidentalmente, bem bonito. Fiquei intrigada. Respondi ao email, e começamos a conversar. Depois de uma semana de troca de emails, ele sugeriu que nos falássemos por Skype. Falamos por umas duas horas no primeiro Skype, e, no fim daquela conversa, ele me perguntou com seu elegante sotaque britânico se poderia viajar para Alabama para me levar para jantar.


No dia de Ações de Graças, Bernard Nicholas Howard me pediu em casamento. Estávamos em um alpendre na fazenda de meus bisavós. De alguma forma, esse alto, charmoso pastor britânico havia encontrado seu caminho para Alabama e acabado com minha espera por um noivo. Estamos ansiosamente esperando nosso casamento no próximo mês de maio, exatamente um ano após seu primeiro e-mail. Nossos amigos e família se alegrarão conosco. A espera – para ele 39 anos, para mim 34 – fez a procura de um pelo outro ser ainda melhor.


Missão cumprida, certo? Errado. Casamento nunca foi o objeto do meu artigo, e minha solitude não era um problema a ser resolvido. O objeto da minha vida é glorificar a Deus e me deleitar nele para sempre. A solitude me deu oportunidades de viver para a glória de Deus. Como uma mulher solteira sonhando com o casamento, vivi a imagem da igreja esperando em fé pelo retorno de Cristo. Como uma mulher casada que ama seu marido, espero viver uma fiel imagem de a igreja se submetendo à autoridade de Cristo.


Sinto que minha situação tenha mudado repentinamente. Acordei em uma manhã sem a menor expectativa de casamento, e fui me deitar sonhando com um bonito pastor britânico. Minha vida jamais será a mesma.


Sua vida pode mudar em um piscar de olhos. Não estou falando sobre conhecer o amor da sua vida; estou falando sobre conhecer aquele que te amou e se entregou por você, que se foi, mas prometeu voltar. Jesus Cristo pode voltar a qualquer momento. Ninguém sabe o dia ou a hora, então devemos sempre vigiar e orar. Quando a espera se tornar longa, você pode até pensar que ele não está vindo. Mas um dia ele irá aparecer. Amém. Vem, Senhor Jesus. 





Autora: Betsy Childs Howard 

Artigo Original: One Day He Appeared: My TGC Love Story

Tradução: Moacir Campos



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