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CASAMENTO PERFEITO

Recentemente, a separação de duas grandes personalidades públicas, apresentadores de programas de televisão, causou enorme repercussão nas redes sociais, movimentando diversas opiniões a respeito do casamento e da sua longevidade. Um dos principais questionamentos, resultado de frustração, confrontou a possibilidade de se ter um casamento perfeito, não destituído de conflitos, mas por pessoas determinadas a serem mutuamente fiéis, honrando o compromisso de viverem unidas, até que a morte as separe.


É inegável que a estabilidade conjugal ou o divórcio declarado entre pessoas famosas influencia a sociedade de modo geral, visto que funciona como referencial para a própria experiência de cada um. Mas não poderíamos deixar de relembrar, em contextos como estes, que, embora tais casamentos afetem, positiva ou negativamente a nossa compreensão e confiança no casamento, temos um referencial bíblico seguro a ser observado, acima de qualquer um, em nossa própria experiência: Cristo e a Igreja.

 

O apóstolo Paulo, em Efésios 5:22-33, orienta como a relação da mulher com o seu próprio marido deve seguir o exemplo da relação entre a Igreja e Cristo (v.22-24), semelhantemente, como a relação do marido com a sua própria esposa deve observar os mesmos parâmetros da relação de Cristo com a Igreja (v.23-30). A sua conclusão é que Deus uniu o homem à sua mulher na mesma perspectiva que uniu Cristo e a Igreja, como uma só carne (v.31-32). Portanto, o homem deve amar a sua mulher e esta respeitar o seu marido (v.33).

 

O único casamento perfeito para o qual devemos manter atenta a nossa atenção é o de Cristo e a Igreja. Todas as instituições matrimoniais, à parte deste, são passíveis a conflitos morais, escândalos públicos e de divórcio quando se perde este foco bíblico e a motivação de seguir seu modelo.

 

O homem e a mulher foram criados por Deus, no princípio, e unidos numa relação que tipificou a futura união do Seu Filho com a Igreja. É indispensável para a mulher que deseja ser uma boa esposa, e ser fiel em seu casamento, a consciência da submissão respeitosa ao seu marido, auxiliando-o a ser o que Deus requer que ele seja e faça. Do mesmo modo, o homem que deseja ser um bom marido, deve conhecer e observar atentamente o exemplo de Cristo, como Ele amou a Igreja. Ele descobrirá que o compromisso pessoal de amar a esposa e se entregar por ela, baseia-se no amor de Cristo. O interesse de manter-se fiel ao casamento jamais deveria ser abalado ou questionado por casamentos frustrados em nossa sociedade, quando temos diante de nós um que jamais poderá ser frustrado: Cristo e a Igreja. A boa motivação e confiança no casamento, sobretudo, deve ser sustentada neste referencial bíblico, o qual indica a nossa responsabilidade pessoal para com quem nos comprometemos a cuidar e viver unidos até que a morte chegue.

 

É claro que há inúmeros detalhes envolvidos na vida a dois, do seu entendimento bíblico às responsabilidades específicas e individuais, as quais tornam o casamento uma relação que requer cuidados constantes. Entretanto, o pressuposto determinante aqui é que ela deve ser indissolúvel e harmônica, como é a relação de Cristo e a Igreja. Não queremos dizer que o nosso casamento será perfeito porque a relação de Cristo e a Igreja é, mas que deve ser motivada por este exemplo, e cada um dos cônjuges sustentando a sua própria e fiel responsabilidade.

 

Que a Palavra de Deus seja sempre a única base sobre a qual construímos e mantemos as nossas relações conjugais!

 

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Autor: Rev. Ericson Martins

Fonte: Publicado no Boletim da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, em 11 de Setembro de 2016.